Sandy revela ter sofrido com assédio aos 12 anos de idade - Revista Cifras

Sandy revela ter sofrido com assédio aos 12 anos de idade

'Nunca foi nada grave de alguém chegar pegando', disse ela (Rep./Instagram)

‘Nunca foi nada grave de alguém chegar pegando’, disse ela (Rep./Instagram)

A discussão sobre assédio sexual está em alta desde que o ator José Mayer foi acusado, recentemente, de cometer tal ato contra uma figurinista da TV Globo. Mayer assumiu a culpa e foi afastado da emissora por tempo indeterminado.

Até a cantora Sandy se manifestou sobre o assunto. Além de publicar uma imagem da campanha “Mexeu com uma, mexeu com todas”, mobilizada por funcionárias da Globo após o caso, a artista falou, em entrevista ao site Popline, sobre sua opinião com relação a assédio sexual.

Durante o bate-papo, Sandy contou que, ainda aos 12 anos, foi assediada por homens mais velhos, que gritavam palavras de baixo calão durante os shows de sua dupla, Sandy e Junior. “Prefiro não descrever, mas já aconteceu e é chato. Nunca foi nada muito grave de alguém chegar pegando, encostando, sei lá, mas já me senti assediada até no palco por gente que grita coisas enquanto você está se apresentando. Pessoas bêbadas e tudo mais”, disse.

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Segundo a cantora, quanto maior era o evento, maior era a possibilidade do assédio ocorrer. “Principalmente quando eu fazia festas muito grandes, tipo festa do peão e feiras agropecuárias. Eram sempre lugares muito cheios e eu ainda muito nova, com 12, 13 anos, já ficava escutando tudo quanto é coisa que eles gritavam”, afirmou.

Embora não se considere ativista, Sandy se declarou simpática aos ideais feministas. “Me considero, ideologicamente, sim. Nunca fui ativista de nada, na real, mas eu me considero feminista com certeza. Apoio vários movimentos”, disse.

Sandy disse ser “perigoso” comentar sobre a mudança de opinião da sociedade com relação a piadas e abordagens consideradas machistas, não mais toleradas em geral. No entanto, ela afirmou: “Tudo que passa do ponto e é exagerado acaba ficando um pouco chato. Mas a gente não pode esquecer que essas coisas têm uma base, um fundamento, um motivo para estarem assim”.

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Ela complementa: “A gente vem de uma era com esse tipo de coisa acontecendo – mulheres sofrendo, preconceitos, machismo, desigualdade de salário, de tudo. Agora, a gente precisa encontrar o equilíbrio. Para isso, a gente tende a passar um pouco do ponto para o outro lado, para depois encontrar esse equilíbrio. Acho que a gente ainda vai chegar a ele”.

Por Igor Miranda (@silvercm)

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