Secretaria Nacional para Mulheres pede investigação para funk de MC Diguinho

'Surubinha de Leve', de MC Diguinho, gerou polêmica na última semana (Instagram)

‘Surubinha de Leve’, de MC Diguinho, gerou polêmica na última semana (Instagram)

A Secretaria Nacional de Política para Mulheres (SPM) e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher divulgaram uma nota de repúdio às músicas ‘Só Surubinha de Leve’, do MC Diguinho, e ‘Vai, faz a Fila’, do MC Denny. Os órgãos, ligados à Secretaria de Governo da Presidência da República, ainda pediram ao Ministério Público que investigue as faixas.

Só Surubinha de Leve foi tirada das plataformas de streaming como o Spotify e também do YouTube na última quarta-feira (17), após diversas pessoas denunciarem a música por apologia ao estupro. O funk tem trechos como: “Taca a bebida/ Depois taca a pica/ E abandona na rua”. Na última quinta-feira (18), o cantor lançou o clipe da música com uma nova letra, no qual esses e outros versos foram substituídos.

Já a música Vai, Faz a Fila, continua nas plataformas de streaming. A letra tem trechos como: “Vou socar na tua b****a sem parar/ E se você pedir pra mim parar, não vou parar/ Porque você que resolveu vir pra base transar/ Então vem cá, se você quer, você vai aguentar”. Procurado, o Spotify disse que, se receber denúncias, vai fazer uma análise e repassar para a distribuidora responsável.

Leia a nota na íntegra:

“A Secretaria Nacional de Política para Mulheres e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher vem a público manifestar repúdio as canções intituladas ‘Só Surubinha de Leve’, do MC Diguinho e ‘Vai faz a fila’, do MC Denny que fazem clara apologia aos crimes de estupro.

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Para apuração e responsabilização quanto aos possíveis crimes praticados, a SPM solicitou ao Ministério Público Federal e ao Fórum Nacional de Juízes de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher (FONAVID) providências cabíveis.

As duas letras se encontram em destaque na lista de virais na internet no Brasil. A música é uma manifestação cultural legítima, mas não pode ser ferramenta incentivadora de crime, sendo necessária a tomada de providências legais contra autores, interpretes e divulgadores.

É importante ressaltar que a investida sexual sem o consentimento da mulher, ou em qualquer circunstância que lhe provoque perda de consciência, caracteriza violência sexual e pelo novo código penal é enquadrado no crime de estupro e crime de estupro de vulnerável, respectivamente.

De acordo com o Anuário da Segurança Pública 49.497 mulheres sofreram estupro em 2016. Portanto, reforçamos que o trabalho da SPM é para que as mulheres brasileiras tenham seus direitos garantidos. Acompanharemos de perto o andamento da questão.”

* Por Estadão Conteúdo

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