Torturado na ditadura, Amado Batista quer volta de militares e apoia Bolsonaro

Cantor contou sobre quando foi preso e torturado durante o regime (Divulgação)

Cantor contou sobre quando foi preso e torturado durante o regime (Divulgação)

O cantor Amado Batista foi o entrevistado da última quarta-feira (5) do “Programa do Porchat”, exibido pela TV Record. E surpreendeu ao dar algumas opiniões sobre a sua visão política.

Ao longo da entrevista, Amado Batista disse que gostaria que o Brasil fosse governado novamente por militares. A visão de Batista contrasta com a sua própria experiência durante a ditadura: ele foi preso e torturado por comercializar livros considerados subversivos pelo regime.

Batista explicou que considerou justa a sua prisão e tortura. “Não me arrependo, se você anda com gente que faz coisa errado, você também está errado. Essa turma que queria tomar o poder na base da força e fazer disso aqui Cuba. Graças às Forças Armadas, isso aqui não é Cuba”, disse.

O artista contou, ainda, que foi preso quando trabalhava em uma livraria de Goiânia, onde, de acordo com ele, um grupo comunista fazia reuniões. Ele acabou sendo levado pelos militares mesmo não tendo relação com o debate político que existia no estabelecimento.

“Eu nunca participei de nada, mas como eu os conhecia e deixava eles lerem os livros, certamente a Polícia Federal estava de olho daqui e me prendeu, fiquei dois meses preso”, disse o cantor. Ele contou, ainda, que foi torturado por um mês, com métodos que incluíam choques elétricos, e passou o outro “descansando”.

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A declaração surpreendeu o apresentador Fábio Porchat, que questionou: “Você não fica com medo de falar uma coisa dessas e alguém achar que você está defendendo a ditadura?”. Como resposta, Amado Batista disse: “Será que alguém defenderia essa anarquia que tá hoje aqui? Prefiro a ditadura do que essa anarquia que tá aqui hoje”.

Batista explicou, ainda, que gosta da democracia, mas que ela deveria existir no Brasil como é a dos Estados Unidos, “onde as leis são cumpridas”. “Não quero ditadura não, quero democracia, mas do jeito que está hoje eu prefiro a ditadura. A ditadura foi maravilhosa, foi ruim só para políticos que queriam tomar o poder a força, não tinha pivete na rua”, completou.

O cantor também foi questionado sobre em quem votaria nas eleições de 2018 para presidente do Brasil. Ele respondeu: “Democraticamente, acho que tem que ser o Jair Bolsonaro”.

Veja o trecho do “Programa do Porchat” em que o assunto foi debatido:

Por Igor Miranda (@silvercm)

Igor Miranda é jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical. Contato: [email protected]

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