Foto: Pixabay / divulgação lives piratas youtube

Lives piratas desviam público e até doações das oficiais; saiba como evitar

Nas últimas semanas, as lives se tornaram uma das principais formas de curtir música na internet. A pandemia do novo coronavírus provocou o cancelamento ou adiamento de vários eventos presenciais, mas os artistas passaram a usar as transmissões ao vivo não só para se apresentar aos fãs, como, também, para promover solidariedade, com doações feitas através de QR codes na tela.

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O problema é que algumas pessoas mal-intencionadas já encontraram meios para burlar o sistema oferecido pelo YouTube, desviando audiência e até doações por meio de lives piratas. A situação tem chamado atenção da plataforma e dos artistas.

Como isso acontece?

  1. Um artista promove uma live a partir de seu canal oficial. Até aqui, tudo bem;
  2. Outros usuários reproduzem a transmissão do artista em seus respectivos canais. É como se “espelhassem” a tela da live em um link diferente, que também aparece na busca do YouTube;
  3. Inicialmente, os usuários em questão provocam a dispersão de audiência da live original. Sem saber, parte do público passa a acompanhar o show por um canal alternativo;
  4. Como muitas lives estão oferecendo QR codes para que o público faça doações, os usuários que “pirateiam” as lives também criam seus QR codes próprios. Assim, eles cooptam as doações feitas pelos fãs a partir dos códigos falsos, desviando as doações.

Como evitar ‘cair’ em lives piratas?

  • Entre nos canais oficiais: ao pesquisar por uma live no YouTube, acesse apenas o canal real do artista. Geralmente, ao pesquisar o nome do artista, o canal dele aparece como uma das primeiras opções. Costuma acompanhar o símbolo de uma colcheia (♪) ao fim do nome do músico ou banda.
  • Acessar as redes sociais oficiais: ficou na dúvida ao pesquisar as lives no YouTube? Entre nos perfis oficiais dos artistas no Facebook, Instagram ou Twitter, que costumam ter selo de verificação na cor azul para indicar que são páginas verdadeiras. Geralmente, esses perfis trazem os links das transmissões. Outra opção são os sites oficiais.
  • Observar o número de pessoas assistindo à live: geralmente, artistas de grande porte reúnem muitos fãs em suas transmissões. Se uma live estiver com poucas visualizações em tempo real, desconfie.
  • Ser criterioso com qualidade de imagem: como os artistas estão investindo em equipamentos caros para transmitir seus shows, deparar-se com uma live de baixa qualidade de imagem ou mesmo de áudio é algo raro. Por isso, caso o vídeo não esteja tão bom ou o som apresente características de abafamento ou similares, confira se você está realmente na live correta.

O que dizem os envolvidos

Em entrevista ao ‘G1‘, o YouTube aponta que a retransmissão de lives é proibida, mas que “reivindicações relacionadas a direitos autorais cabem aos proprietários do material”. Ou seja: o artista é quem precisa reclamar.

Ao ‘Uol‘, um representante do PagSeguro, que tem gerado vários QR codes para as lives oficiais, afirma que toma medidas de segurança para evitar essas transmissões piratas. A empresa alega que os vídeos falsos têm pouca audiência, logo, cooptam valores baixos de doação.

Também ao ‘G1’, o presidente da gravadora Universal Music, Paulo Lima, afirma que o YouTube implementou um “sistema automático para derrubar todas essas retransmissões ilegais”. A expectativa é que muitas lives piratas acabem com o passar dos próximos dias.

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Igor Miranda é jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical.

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