Foto: Rodolfo Magalhães / divulgação ludmilla verdinha

Ludmilla é chamada de maconheira por vereadora em sessão sobre auxílio a artistas

A vereadora Eliza Virgínia (PP-PB) fez críticas a Ludmilla durante uma sessão extraordinária na Câmara Municipal de João Pessoa, na Paraíba, na última terça-feira (6). Na ocasião, os parlamentares discutiam um auxílio financeiro a artistas e outras partes do setor cultural da cidade.

Ao manifestar sua opinião sobre o destino do auxílio, Eliza Virgínia afirmou que os “verdadeiros artistas” deveriam ser contemplados com o dinheiro. Em seguida, citou Lud como um exemplo negativo e a chamou de “maconheira”.

“Quem vai receber esse auxílio? Espero que esse auxílio seja destinado à verdadeiros artistas, não, por exemplo, aos artistas que ficam nus nos museus, não aos artistas que fumam maconha, como a ‘maconheira’ da Ludmilla. Esse tipo de artista não merece receber auxílio emergencial do governo”, declarou a vereadora.

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O trecho da sessão com a fala de Eliza Virgínia foi compartilhado por ela própria em uma postagem na rede social Instagram. Na legenda, completou: “Ludmilla, você não faz arte, você induz ao crime! Se você entendesse o quão boa influência você poderia ser pra crianças e adolescentes… mas, pelo contrário, prefere ser péssimo exemplo pra todos que lhe veem. Tá errada! E tem que pagar”.

Assista ao vídeo a seguir.

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A filmagem viralizou nas redes e chegou à própria Ludmilla, que reagiu em tom de ironia. “Ué, gente! Desde quando chamar alguém de maconheiro é xingamento? O que eu tenho certeza é que usar a imagem indevida de outras pessoas dá processo. Olha que dá, hein?”, declarou, em postagem no Twitter.

A crítica feita por Eliza Virgínia foi, provavelmente, motivada pela música ‘Verdinha’, lançada por Ludmilla no fim de 2019. A canção e seu respectivo videoclipe fazem alusão à maconha, ainda que a planta não seja mencionada diretamente na letra ou mostrada nas cenas do vídeo.

Ludmilla chegou a processar o deputado federal Junio Amaral (PSL-MG) por calúnia, injúria e difamação após o parlamentar também ter feito críticas a ela no âmbito das drogas. Amaral chamou a cantora de “garota-propaganda do tráfico” em uma postagem nas redes sociais e disse que havia registrado notícia-crime na Polícia Federal (PF) e no Ministério Público Federal (MPF) pedindo investigação por apologia às drogas. O MPF arquivou a representação do político.

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Igor Miranda é jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical.

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