A cantora Maiara, irmã gêmea e dupla de Maraisa, revelou em 2023 que foi diagnosticada com alopecia androgenética, condição popularmente conhecida como calvície.
A informação, compartilhada nas redes sociais, gerou grande repercussão e ainda desperta interesse do público.
Em entrevista à ‘CARAS Brasil’, o dermatologista Domingos Coelho, responsável pelo tratamento da artista, explicou os detalhes da enfermidade e reforçou a necessidade de um tratamento contínuo.
A alopecia se caracteriza pela queda progressiva ou definitiva dos fios do couro cabeludo. Segundo o médico, há diferentes tipos da condição, e cada caso exige um diagnóstico preciso.
“Existem vários tipos de alopecia, e é isso que a gente precisa estudar e averiguar para fazer o melhor tratamento possível”, explica Domingos.
Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apontam que cerca de 42 milhões de brasileiros sofrem com o problema, sendo que 25% dos casos ocorrem em pessoas entre 20 e 25 anos.
Caso de Maiara e influência genética
Maiara procurou o especialista há aproximadamente dois anos, preocupada com o afinamento e rarefação dos fios. Após exames e análises clínicas, foi constatado que a artista possui alopecia androgenética, tipo mais comum da calvície, que tem influência de fatores hormonais e genéticos.
“Os folículos vão atrofiando, diminuindo até desaparecerem. Quando isso acontece, não há mais o que ser feito. Essa perda leva à rarefação dos fios”, afirma Domingos.
O médico destaca que a irmã gêmea da cantora, Maraisa, e a mãe delas, Almira, também apresentam o mesmo quadro e realizam tratamento para conter o avanço da condição.
De acordo com Domingos, o tratamento da alopecia não pode ser interrompido, pois a suspensão pode agravar o quadro.
“O tratamento é crônico. Se a pessoa para, ocorre uma piora. Por isso, sempre realizamos exames, utilizamos medicações e aplicamos técnicas como a mesoterapia para manter os melhores resultados”, destaca o especialista.
Veja fotos de Maiara com o médico, Dr. Domingos Coelho:

Fotos: Arquivo Pessoal
O médico explica que há diferentes abordagens terapêuticas, que variam conforme o grau da alopecia:
- Tratamentos clínicos: envolvem exames, diagnóstico e o uso de medicações orais e tópicas.
- Terapias complementares: incluem procedimentos como mesoterapia, PRP (plasma rico em plaquetas), células-tronco e exossomas.
- Transplante capilar: indicado para casos mais avançados, quando os folículos já foram completamente perdidos. “Nesse caso, o transplante garante um resultado de 100%”, explica Domingos.
A manifestação da calvície em homens e mulheres ocorre de maneira diferente. Nos homens, a perda capilar geralmente se inicia com recuo da linha frontal e formação de entradas, podendo evoluir para a calvície total.
Já nas mulheres, o afinamento dos fios ocorre de maneira difusa, com maior rarefação na região central do couro cabeludo.
“Na mulher, a calvície se apresenta como uma árvore de Natal, com fios cada vez mais finos na parte superior da cabeça”, explica Domingos.
O dermatologista ressalta que buscar um especialista qualificado é o primeiro passo para um tratamento eficaz.
“A pessoa precisa consultar um médico especializado, como um dermatologista ou tricologista, para identificar o tipo exato de alopecia e iniciar a melhor abordagem”, orienta.
Ele reforça que a maioria das alopecias são crônicas, exigindo tratamento contínuo para evitar regressão dos resultados. “Não adianta tratar e parar. Se interromper o tratamento, o problema volta”, alerta Domingos.
Para casos mais avançados, em que há perda total dos folículos, o transplante capilar pode ser a melhor alternativa. No entanto, o procedimento deve ser feito apenas após avaliação criteriosa.
“Antes de optar pela cirurgia, é fundamental passar por um especialista experiente, que possa determinar se o transplante é realmente necessário”, conclui o médico da cantora Maiara.
Vídeo: Maiara precisa ser carregada pra fora do palco de tão bêbada e adia show
Fonte: Caras
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