A morte de Whitney Houston, os vícios e os últimos momentos da cantora

Descoberta aos 11 anos de idade e sempre lembrada pela potência vocal em músicas como ‘I Will Always Love You‘, Whitney Houston foi encontrada morta na banheira de um hotel. A morte de Whitney Houston foi cercada de suspeitas (de suicídio a homicídio), mas as investigações apontaram o que, de fato, teria acontecido naquele quarto em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 11 de fevereiro de 2012.

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De acordo com o laudo divulgado dias após da morte, a artista morreu por afogamento acidental após consumir cocaína. O documento ainda apontou que uma doença cardíaca também teria sido um fator que contribuiu para a morte da cantora.

Os exames toxicológicos mostraram que Whitney Houston era “usuária crônica” de cocaína. Além desse entorpecente, foram encontradas quantias de maconha, Alprazolam (popularmente conhecido como Xanax), ciclobenzaprina e difenidramina, mas a polícia informou que as outras substâncias não teriam “contribuído para a morte”.

Ouça ‘I Will Always Love You’:

Os últimos momentos de Whitney Houston

Em sua última aparição pública, Whitney Houston foi fotografada em estado de embriaguez ao deixar uma boate. Visivelmente alterada, a cantora precisou ser amparada para deixar o local. Na época, a imprensa destacou que ela tinha arranhões nos braços e algo que parecia sangue nas pernas.

Apesar de aparentemente consternada com a situação – e possivelmente irritada com a quantidade de paparazzi que a cercavam – a cantora atendeu um fã que pediu um autógrafo e, nesse momento, foi registrada sorrindo e até conseguiu se despedir dos que estavam no local.

Naqueles últimos dias, a artista fez a sua última performance. Ela subiu no palco do The Beverly Hilton, em Beverly Hills, e fez um dueto com a cantora Kelly Price numa espécie de ensaio pré-Grammy Awards.

Veja a última performance de Whitney Houston:

A morte de Whitney Houston: o vício em drogas

whitney houston

Foto: divulgação

Entre os artistas que mais venderam álbuns em toda a história da música, Whitney Houston acabou, já no fim da carreira, mais lembrada por sites sensacionalistas (os famosos tabloides), que exploravam como o vício estava impactando a vida da cantora no dia a dia.

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No documentário ‘Whitney’ (2018), o diretor Kevin Macdonald conta que essa dependência em cocaína tinha raízes antigas e profundas na cantora. O motivo: ela usou a droga pela primeira vez aos 16 anos de idade.

Anos antes da morte, a cantora já tinha sido internada várias vezes para tratar o vício em álcool e drogas. Em uma entrevista para a apresentadora Oprah Winfrey, Whitney falou, em 2009, que estava sóbria, mas que ainda lutava. “Sim, senhora [estou sóbria], mas não pense que não tenho desejos por aquilo”, declarou ela.

Assista ao trailer do documentário ‘Whitney’:

Traumas e abusos

whitney houston

Foto: Divulgação

Além de toda a luta contra as drogas, Whitney Houston tinha outras batalhas em sua vida. Ela vivera um casamento abusivo com Bobby Brown, classificado com um homem “difícil” e ciumento – principalmente depois que viu a carreira da cantora deslanchar com o papel principal no filme ‘O Guarda-Costas’.

Casados entre 1992 e 2007, eles tiveram um relacionamento conturbado e eram usuários excessivos de álcool e drogas. Em 2003, ela chegou a acusá-lo de violência doméstica durante uma discussão na casa onde moravam.

O documentário de Macdonald ainda acrescenta mais um trauma para a lista: quando criança, a pequena Whitney e os irmãos eram deixados pela mãe na casa de parentes enquanto ela saía em turnê.

Numa dessas ocasiões, Whitney teria sido sexualmente abusada pela prima Dee Dee Warwick (que morreu em 2008). Apesar das alegações no documentário, a cantora nunca chegou a trazer o assunto a público.

Morte da filha nas mesmas circunstâncias

Três anos após a partida de Whitney Houston, a filha dela, Bobbi Kristina Brown, morreu após ser socorrida em circunstâncias parecidas com a morte da mãe.

Aos 22 anos, a jovem, que é fruto do casamento com Bobby Brown, foi encontrada inconsciente na banheira de casa. Ela ficou internada durante seis meses, foi transferida para um hospital de cuidados paliativos e teve morte cerebral em 26 de julho.

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