Foto: David Bergman / reprodução / Instagram

O que aconteceu com a voz de Jon Bon Jovi com o passar dos anos?

O Bon Jovi está na estrada desde a década de 1980. Com dezenas de hits emplacados em todo o mundo, a banda segue em plena atividade. O vocalista Jon Bon Jovi é o líder e, atualmente, é acompanhado por Tico Torres (bateria), David Bryan (teclado), Hugh McDonald (baixo) e Phil X (guitarra), além de John Shanks (guitarra) e Everett Bradley (percussão).

Confirmada para o Rock in Rio 2019, a banda é uma das favoritas dos brasileiros, já que foi o nome mais votadao em uma enquete proposta pelo portal ‘G1’, que perguntou aos leitores qual atração eles mais gostariam de ver.

O grupo será o headliner do Palco Mundo no dia 29 de setembro, por onde também passam Dave Matthews Band, Jessie J e Ivete Sangalo, na mesma data. Antes, eles também passam por Recife (22/09), São Paulo (25/09) e Curitiba (27/09).

Apesar disso, não dá para ignorar que um detalhe está bem diferente dos tempos de glórias do Bon Jovi: a voz de Jon Bon Jovi. A performance do cantor já não é mais a mesma e parece causar até alguns desconfortos no palco.

Afinal, o que houve com a voz de Jon Bon Jovi?

Quem esteve no Rock in Rio de 2017, notou que Jon Bon Jovi cantou até a voz acabar. O jornalista Rodrigo Ortega, do portal ‘G1’, relatou na época que, no finalzinho do show, ao cantar ‘Livin’ On A Prayer’, o músico precisou de ajuda. Ele não aguentou terminar o refrão e jogou para o público. Esse fato não é exatamente uma novidade: na edição de 2013 do festival, a situação também já estava assim.

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O problema com a voz de Jon Bon Jovi, muitas vezes, é disfarçado pelo fato de termos outros bons cantores no Bon Jovi. O guitarrista Richie Sambora, que esteve na banda desde sua fundação e saiu em 2013, é um deles. Tico Torres e David Bryan também costumam dar apoio nos backing vocals, assim como o substituto de Sambora, Phil X.

Em uma antiga entrevista a uma estação de rádio, Jon Bon Jovi acabou quebrando o silêncio sobre o assunto e fez revelações a respeito do estado atual de sua voz. Como principal motivo para explicar os danos que sofreu ao longo dos anos, ele acredita que não estava preparado para o sucesso meteórico que conquistou em 1986, após o lançamento de ‘Slippery When Wet’.

“Quando olho para trás, na era ‘Slippery When Wet’, eu não estava pronto para aquilo. Sabe, fisicamente, as demandas eram altas. Havia muitas pessoas em volta que apenas estavam fazendo o trabalho deles – então, outro show, outro programa de TV, outro avião para ir a algum lugar. Mas eles não percebiam o quanto demandava fisicamente, no individual. E, então, você fazia o que se deveria fazer para passar por isso. Mas, com tempo e experiência, realmente aprendi como lidar”, afirmou Jon.

Na época, o cantor destacou que as cordas vocais são como os outros músculos do corpo e, se não for trabalhada corretamente, acabam sucumbindo e adoecendo. Ele revelou, ainda, que é preciso viajar com esteroides que servem para salvá-lo em momentos muito extremos. “Sabe, isso diz: ‘quebre aqui em caso de emergência’. […] Há um grande comprometimento físico. E há sacrifícios que são feitos”, disse.

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Foi no início do século que os fãs começaram a perceber que a voz de Jon Bon Jovi vinha apresentando claros sinais de deterioração. De lá pra cá, nota-se que o cantor tornou-se mais técnico, com o uso de estratégias mais profissionais e menos “passionais”.

As técnicas usadas por Jon são evidentes: ele abre mais a boca, usa mais sons nasais e dá mais atenção à respiração. Além disso, o cantor se movimenta menos no palco, o que poupa fôlego.

Cravar uma resposta oficial seria função de um médico ou outro tipo de especialista, mas o que se pode inferir é que Jon Bon Jovi, em um tempo onde fazer rock não era algo tão profissional (e longevo), não recebeu tratamento e aconselhamento adequado.

Nos tempos de juventude e do auge, o cantor gravou canções em registros muito altos, que não consegue mais reproduzir. Como é normal no envelhecimento de todo ser humano, Jon Bon Jovi não consegue mais alcançar notas muito agudas que, verdade seja dita, já não eram apropriadas para o seu tom de voz desde o início da carreira.

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