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Simone e Simaria já foram backing vocals de Frank Aguiar; saiba como foi o início

Simone e Simaria só conquistaram sucesso nacional em meados de 2015, com o hit ‘Quando o Mel É Bom’. Poucos sabem que elas já se apresentavam profissionalmente desde a década de 1990, mas não exatamente como dupla: as irmãs de Uibaí, cidade do interior da Bahia, eram backing vocals de Frank Aguiar.

Em 1996, a irmã mais velha, Simaria, tinha apenas 14 anos quando se arriscou em um teste para se tornar backing vocal da banda de Frank Aguiar. Na época, o cantor estava para estourar nacionalmente, mas já tinha bastante destaque no Nordeste.

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Simaria acabou aprovada nos testes e deu início à sua trajetória profissional na música. Dois anos depois, em 1998, foi a vez de Simone, irmã mais nova e com 14 anos naquela época, se juntar à banda de Frank Aguiar.

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Elas participaram de vários projetos ao lado do ‘Cãozinho dos Teclados’ e viajavam com o cantor e sua banda, que também trazia músicos como o saxofonista Baixinho do Sax e o acordeonista Pom-Pom.

As duas chamavam atenção do público pelo talento e carisma, por isso, de forma natural, começaram a trabalhar em um projeto paralelo: uma dupla.

Já em 2004, Simone, com 20 anos, e Simaria, com 22, lançaram um disco como dupla. ‘Nã, Nã, Nim Na Não’ chegou a público por meio da gravadora Atração Fonográfica, mas acabou não fazendo o sucesso esperado e o projeto foi interrompido. O disco foi divulgado enquanto elas seguiam como parte da banda de Frank Aguiar.

A importância do Forró do Muído

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Em 2007, surgiu a decisão de sair do grupo de apoio do ‘Cãozinho dos Teclados’. Pouco tempo depois, elas se juntaram a outra banda, o Forró do Muído, com quem ficaram até 2012 – ano em que decidiram se dedicar, exclusivamente, à dupla.

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Em entrevista ao portal ‘Ego’, no ano de 2012, Simone e Simaria pontuaram que o destaque em suas carreiras veio, mesmo, como parte do Forró do Muído. Foi durante a passagem pelo grupo que elas ganharam o apelido ‘As Coleguinhas’, devido a um bordão que sempre falavam nas apresentações.

“Eu e minha irmã fomos para o Ceará e começamos a cantar no Muído, que foi a banda que nos revelou. Depois ficamos conhecidas como ‘As Coleguinhas’ e junto com o Forró do Muído já temos 34 mil fã-clubes espalhados pelo Brasil, com maior parte no Nordeste”, afirmou Simaria, em 2012.

E de onde surgiu o bordão das Coleguinhas? “O nosso apelido veio porque minha mãe chamava todo mundo de coleguinha e nos nossos shows começamos a falar a frase ‘vai coleguinha’ para fazer as pessoas mexerem”, contou Simaria, na ocasião.

Perrengues de Simone e Simaria com Frank Aguiar

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Durante participação no quadro ‘Arquivo Confidencial’, do ‘Domingão do Faustão’, em março de 2019, Simone e Simaria refletiram sobre as dificuldades na carreira. Elas comentaram, inclusive, que não ganhavam bem durante o trabalho com Frank Aguiar.

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“Não ganhava muito bem não, vou falar a verdade. Em sete anos de trabalho, com muito suor, a gente conseguiu comprar um apartamento pequenininho e barato, única coisa que conseguimos”, disse Simone.

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“Na época do Frank Aguiar, a gente vivia com 200 reais, passava dificuldades demais”, completou Simaria. Apesar das dificuldades, elas afirmaram que aprenderam muito com o cantor.

A declaração fez com que o próprio Frank Aguiar se manifestasse em entrevista ao site do jornal ‘Extra’. “Simone e Simaria são dois talentos. Nem precisava a gente pegar na mão. No princípio, os primeiros palcos do Brasil que elas tiveram a oportunidade de subir para cantar foi comigo”, afirmou.

“Elas foram muito comportadas, trabalhadoras, eficientes, carismáticas, talentosas. Se isso não foi um incentivo para montar os degraus, aí elas que devem falar. Mas, o que eu fiz não foi em troca. Fiz porque elas tinham talento, mereceram. Mas sentiram que precisaram contar a própria história delas”, completou ele, na ocasião.

O ‘Cãozinho dos Teclados’ comentou, ainda, que seu maior apoio à carreira de Simone e Simaria “foi deixá-las livres para seguir”.

“Eu me sinto orgulhoso e independentemente de qualquer coisa, da gratidão ou não, sou feliz e grato pelo tempo que elas estiveram comigo. Foi um momento especial da minha carreira. Só tenho que aplaudir, agradecer, e pedir que elas também, assim como eu, possam contar por muito tempo a história de sucesso. Que elas possam completar os 26 anos de carreira que eu estou completando”, afirmou.

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Igor Miranda é jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical.