Foto: divulgação

Macaulay Culkin diz que Michael Jackson nunca fez nada com ele

O ator Macaulay Culkin falou sobre sua relação com o cantor Michael Jackson, falecido em 2009, em entrevista à Esquire. Os dois se tornaram amigos, quando Culkin ainda era criança, após ter trabalhado no clipe de ‘Black and White’, em 1991.

Nos anos seguintes, Michael Jackson foi acusado de abusar sexualmente de garotos. Porém, Macaulay Culkin nunca fez nenhuma alegação contra o cantor. Durante esta nova entrevista, ele reforçou que o artista nunca o submeteu a nenhuma situação do tipo e jamais testemunhou qualquer atitude inapropriada.

“Vou começar com a frase, que não é uma frase, é a verdade: ele nunca fez nada comigo. Nunca o vi fazer nada. Especialmente agora na minha vida, não tenho motivos para esconder nada”, afirmou.

Em seguida, Macaulay Culkin refletiu: “O cara já se foi. Agora seria um bom momento para falar. E se eu tivesse algo para dizer, eu diria. Só que, não, eu nunca o vi fazer nada”.

Ainda durante o bate-papo, o ator apontou que teve uma infância semelhante à do cantor: os dois foram expostos à fama ainda muito jovens. Por isso, mantinham uma conexão e foram amigos, mesmo com a diferença de idade em 22 anos.

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No início dos anos 2000, Michael Jackson foi acusado de abusar sexualmente de um garoto de 13 anos. O julgamento aconteceu em 2005 e Macaulay Culkin foi chamado para testemunhar. Acontecia, ali, o último contato entre os dois.

O cantor disse para o ator que era melhor eles não conversarem. O motivo, o “rei do pop”, era não influenciar no testemunho. Ele acabou sendo inocentado das acusações e faleceu 4 anos depois, em 2009, aos 50 anos, em decorrência de uma overdose de medicamentos.

Michael Jackson e ‘Leaving Neverland’

Denúncias de abuso sexual voltaram a rondar a memória de Michael Jackson nos últimos tempos. Essa turbulência foi provocada pelo documentário ‘Leaving Neverland’, do diretor Dan Reed e exibido pela HBO em 2019, que mostra entrevistas com James Safechuck e Wade Robson. Eles afirmam terem sido abusados sexualmente pelo cantor quando eram crianças.

Safechuck conheceu Jackson aos dez anos, quando foi escalado para um comercial da Pepsi. Já Robson, que se tornou coreógrafo, encontrou o artista pela primeira vez aos sete, após vencer uma competição de dança. “Todo mundo queria conhecer ou estar com Michael”, diz James no início do filme.

Os defensores de Jackson apontam que tanto Safechuck quanto Robson disseram às autoridades no passado que eles não foram molestados por Jackson – e que Robson defendeu o cantor durante um dos julgamentos que enfrentou em vida. Porém, isso não conseguiu evitar que alguns boicotes ao trabalho do artista acontecessem.

A expectativa de transformar em série o livro ‘Untouchable: The Strange Life and Tragic Death of Michael Jackson’ (‘Intocável: A estranha vida e a trágica morte de Michael Jackson, em tradução livre), escrito por Randall Sullivan, foi um dos projetos que caíram por conta da repercussão do documentário.

Já os produtores Scooter Braun e Deen of Thives planejavam recriar a turnê ‘This Is It’, que Jackson planejava levar para a estrada antes de falecer. Músicos e dançarinos que participaram da criação fariam parte de um especial de TV, e as músicas seriam interpretadas por convidados. Tudo parecia certo até que parceiros do projeto se silenciaram.

Vale lembrar que, em vida, Michael Jackson chegou a enfrentar denúncias de abuso sexual e pedofilia. Ele respondeu a dois processos na Justiça. Além do já mencionado caso em 2005, em que foi inocentado, ele foi acusado em 1993 e resolveu a situação com um acordo extrajudicial.

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Igor Miranda é jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical.

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