Foto: Reprodução/Facebook

A morte de Michael Jackson, causada por combinação letal de medicamentos

Michael Jackson, um dos maiores artistas da história, morreu em 25 de junho de 2009, aos 50 anos. A causa oficial foi intoxicação aguda por propofol e benzodiazepina, uma combinação de dois fortes medicamentos com o intuito de atuar como tranquilizantes, para o cantor dormir.

A mistura dos remédios provocou uma parada cardiorrespiratória em Michael Jackson, que foi levado com vida ao hospital Ronald Reagan UCLA Medical Center. Porém, ele não resistiu e morreu.

Os químicos foram administrados pelo médico Conrad Murray, que acabou sendo julgado e condenado pela justiça dos Estados Unidos por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, pela morte de Michael Jackson. Ele recebeu a pena de 4 anos de prisão, mas cumpriu apenas 2 e foi liberado por bom comportamento.

Michael Jackson preparava retorno

Em 2009, Michael Jackson preparava um retorno triunfal aos palcos após ficar praticamente uma década inteira sem fazer turnês. Nos anos 2000, o cantor realizou apenas algumas apresentações em eventos especiais, geralmente cantando poucas músicas.

Naquela década, além de estar com problemas pessoais e de saúde, Michael enfrentou 14 pesadas acusações de pedofilia – das quais foi inocentado. Isso afetou não só sua vida, como, também, sua carreira, já que parou de fazer turnês e seu último disco, ‘Invincible’, saiu em 2001.

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A nova turnê de Michael Jackson, ‘This Is It’, estava em etapa final de preparação. Com uma nova banda, que trazia até a talentosa guitarrista Orianthi, e um repertório que fazia justiça à sua carreira, Michael trabalhava nos ensaios no período em que faleceu.

Em 24 de junho de 2009, um dia antes de morrer, Michael Jackson participou de mais um dia de ensaios no Staples Center, em Los Angeles. Chegou às 18h30 no local, interagiu com os colegas até por volta de 21h e, em seguida, cumpriu todas as atividades previstas, durando até por volta de 23h45. Parecia saudável e contente.

Por outro lado, os problemas de ansiedade do cantor estavam a mil. Ele, que já tinha histórico de insônia, não conseguia dormir. Por isso, utilizava medicamentos para pegar no sono e descansar.

Ao voltar para casa, Michael precisou recorrer aos remédios, sempre administrados pelo médico Conrad Murray, trazido em 2009 pela equipe da AEG, mega-empresa de turnês mundiais para trabalhar com o artista. Ele já havia tratado um dos filhos do cantor, sendo um pedido pessoal do próprio Michael para acompanhá-lo a partir de então.

Murray acompanhou Jackson até dentro de casa, quando o cantor reclamou de fadiga e que precisava dormir. A combinação de medicamentos foi administrada, mas foi letal.

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Resgate e morte de Michael Jackson

Após perceber que Michael Jackson não estava respirando, Conrad Murray se desesperou. Pensou em ligar para as autoridades, mas desistiu porque não sabia o endereço exato. Então, ele ligou para a equipe particular do cantor, que fazia a segurança da residência, mas ninguém o atendeu.

Murray, então, correu para o andar de baixo da casa e pediu por ajuda. Em sua defesa no tribunal, o advogado do médico disse que demorou 30 minutos até que a segurança, enfim, chamou uma ambulância. Esse contato foi feito à 0h21 e os paramédicos chegaram cinco minutos depois, à 0h26.

O artista seguia sem respirar e há declarações apontando que, antes da chegada do socorro, Conrad Murray tentou fazer reanimação cardiopulmonar (RCP) de forma não-convencional, inclusive realizando o procedimento em uma cama e não no chão, como é recomendado. Os paramédicos fizeram RCP em Jackson por mais 42 minutos e o cantor foi levado até a ambulância ainda com pulso, apesar de ter sofrido uma parada cardíaca total.

A ambulância com Michael chegou ao hospital Ronald Reagan UCLA Medical Center à 1h14. Médicos tentaram ressuscitá-lo por mais de uma hora, mas não tiveram sucesso. A morte de Michael Jackson foi declarada às 2h26, na madrugada de 25 de junho de 2010. Ele tinha 50 anos.

Medicamentos e insônia

Diversos relatos apontam que o artista fazia uso de medicamentos fortes tanto durante o dia quanto à noite. Em seu julgamento, Conrad Murray disse que, naquele dia, o cantor estava “desesperado” para dormir e pedia por propofol, o químico que pode ter sido o maior responsável pela morte de Michael Jackson.

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O antigo médico de Michael, Allan Metzger, confirmou que o cantor pedia remédios para dormir meses antes de morrer. Outros especialistas foram ouvidos pela Justiça americana e confirmaram que ele usava medicamentos do tipo há anos.

O propofol, encontrado no corpo do cantor e em sua residência, é um anestésico poderoso que hospitais usam para manter a anestesia durante cirurgias. Além desse químico, o artista recebeu uma dose de dois benzodiazepínicos que tratam ansiedade: lorazepam e midazolam.

Condenação de Conrad Murray

Dois meses após a morte de Michael Jackson, a promotoria de Los Angeles concluiu que o cantor faleceu em circunstância de homicídio.

O motivo tem relação com o fato de Conrad Murray ter administrado uma combinação letal de medicamentos e não ter qualquer tipo de especialização para receitar tratamentos daquele sentido ao artista – especialmente o propofol, utilizado apenas por médicos anestesistas.

Conrad Murray foi condenado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, em 2011. A pena inicial de 4 anos de prisão se transformou em 2 anos, devido ao bom comportamento na cadeia.

Igor Miranda é jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical.

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