Foto: TV Globo / divulgação

Victor Chaves diz que quase se matou após denúncia de agressão à ex

O cantor Victor Chaves, da dupla Victor e Leo, revelou em entrevista à jornalista Eliane Trindade, da ‘Folha de S. Paulo‘, que pensou em tirar a própria vida após ser acusado de agredir a ex-mulher, Poliana Bagatini. Na ocasião, em fevereiro de 2017, os dois eram casados e Poliana estava grávida do segundo filho do casal.

Durante a entrevista, inicialmente, Victor diz que a mídia utilizou “os fatos com leituras sensacionalistas”. “Se não fosse para a mídia e não chegasse aos rigores que chegaram, teria sido um dia de caos que resultaria em separação. Como se trata da mãe dos meus filhos, só posso falar que houve descontrole emocional grande”, disse.

O sertanejo declarou que no momento registrado no vídeo liberado após o fim do sigilo do caso, já em 2020, não está agredindo Poliana, mas, sim, “arqueando o corpo para suavizar a queda dela” em meio a uma discussão que também envolveu a mãe e a irmã dele. “Na TV, aceleram o vídeo. Não dá para ver que estou arqueando o corpo para suavizar a queda dela. Tecnicamente, o que digo é comprovável. Mesmo que não fosse, se tivesse chutado uma mulher no chão, não teria como não feri-la. O exame de corpo de delito deu negativo. Não havia marcas de agressão. Ela se levanta e diz: vou na delegacia ferrar com você e sua mãe'”, afirmou.

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Poliana formalizou a acusação contra Victor e, logo em seguida, ele foi afastado do programa ‘The Voice Kids’, da TV Globo, do qual era jurado. “O apresentador fez um discurso de que a emissora não compactua com agressões e condena violência. Colocaram que eu pedi para sair do programa. Nunca aconteceu. Eu tinha problemas com a direção, por questões ideológicas. Destruir-me era um bom negócio”, disse o cantor.

Victor relatou que a então esposa “preparou uma carta de retratação, junto com a advogada do pai”, insistindo para reatar o relacionamento. O cantor recusou, ela não voltou atrás na acusação e ele, ao chegar na cidade de Uberlândia (MG), entrou em uma depressão que quase o fez tirar a própria vida.

“Ela disse que queria me ajudar e insistia para voltarmos. Quando digo que não, ela sustenta a acusação. Diz que foi obrigada por mim a assinar a carta. Vi que não podia confiar na mãe dos meus filhos. Fui para Uberlândia para decidir se ia parar a turnê da dupla. Lá, me deparei com um caos psicológico e emocional. Tombei. Seis dias depois do episódio, quase tirei minha própria vida. Prefiro não entrar em detalhes”, afirmou.

Tristeza e recuperação pela arte

Ainda durante a entrevista, Victor Chaves disse que esteve em um estado de depressão por 7 meses, quando “tomava banho de 3 em 3 dias”, até ser salvo pela arte. “Vivi uma dor tão grande que só dormia e tocava. O que me salvou foi a arte. Durante uns sete meses, tomava banho de três em três dias. Eu me enfiei nos shows, mesmo envergonhado. Era música atrás de música para eu não pensar. Meus músicos me viam acabado, chorando. Disserem que houve vários shows cancelados. Não houve nenhum cancelamento”, disse.

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O segundo filho do ex-casal nasceu e Victor buscou estar próximo dos dois. Com a pandemia, ele vê as crianças de 15 em 15 dias. “Fiquei sem ver minha filha por 45 dias. A condição de ter acesso a ela era estar com uma pessoa que sustentava acusação grave contra mim. Não tinha condição de me aproximar. Depois do episódio, consegui, judicialmente, ficar oito horas por semana com ela. Quando meu filho nasceu, eu fui ao hospital, mas só o revi depois de quatro meses. Com ele eram duas horas semanais. Desde julho de 2019, temos guarda compartilhada. Moro em Campinas para estar disponível”, afirmou.

A entrevista pode ser lida, na íntegra, no site ‘Folha de S. Paulo‘.

A condenação de Victor Chaves

Após o caso parar na Justiça, Victor Chaves foi condenado pela agressão contra a ex-esposa, Poliana Bagatini. A sentença estabelecida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foi de 18 dias de prisão em regime aberto, mas a juíza do caso suspendeu a pena de forma condicional por 2 anos. Ficou estipulado, ainda, o pagamento de multa de R$ 20 mil por danos morais, além dos custos do processo.

A decisão, em primeira instância, foi tomada em 29 de novembro de 2019, porém, só agora foi divulgada publicamente, já que o caso deixou de estar em segredo de justiça. Victor Chaves recorreu no último dia 9 de janeiro e o caso, agora, tramita no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

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Victor Chaves havia sido indiciado por vias de fato – ataque ou violência contra uma pessoa que não resulta em lesões corporais, com pena que pode ser aplicada em multa caso não constitua crime. Na época da agressão, Poliana Bagatini estava grávida de 4 meses, esperando o segundo filho do casal.

Um vídeo, divulgado após o fim do sigilo do caso, mostra a situação. Poliana entra no elevador do prédio prédio onde eles moravam e Paula Chaves, cunhada dela, também está no local. Logo após, é possível ver Victor Chaves puxando as duas para fora. Uma das pernas do músico segue em direção à esposa – no depoimento, ela declarou não saber se foi um chute ou um empurrão.

O artista, por sua vez, disse à Justiça que não se lembrava da situação, mas não tinha intenção de agredir a então esposa. Ele afirmou que só queria impedir que Poliana se aproximasse da filha do casal, que estava no prédio. Em vídeo publicado nas redes sociais, ainda em 2017, Victor afirmou que praticou “um ato de desespero, para conter uma pessoa que estava completamente fora de si de pegar uma criança de 1 ano”.

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Igor Miranda é jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical.