Foto: divulgação

Bruno e Marrone voltam a ser advertidos pelo Conar por chá que ‘não deixa pegar Covid’

A dupla Bruno e Marrone voltou a ser advertida pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Agora, eles passaram por um julgamento interno devido a uma propaganda feita em uma live no último Dia dos Namorados.

Na ocasião, de acordo com o blog de Lauro Jardim no site do jornal ‘O Globo’, os sertanejos divulgaram uma marca de chá e afirmaram que o produto não só “emagrece”, como, também, “não deixa pegar o coronavírus” pois a “imunidade aumenta”. Não há comprovação científica, especialmente, sobre qualquer tipo de prevenção da Covid-19 por meio da bebida.

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Em votação, a maioria do júri do conselho decidiu por advertir Bruno e Marrone pela propaganda, além da empresa responsável por fabricar o chá. Ainda cabe recurso.

Não foi revelado se houve algum outro tipo de sanção administrativa, como multa ou exigência de retratação sobre o produto. A live que gerou a medida do Conar não está mais disponível no canal de Bruno e Marrone no YouTube.

Conar e lives

No último mês de abril, o Conar gerou polêmica ao advertir diversos sertanejos por suas propagandas em lives, realizadas de forma irregular. O órgão chegou a abrir uma representação ética contra o cantor Gusttavo Lima por duas transmissões ao vivo, onde divulgou e consumiu bebidas alcoólicas.

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O Conar alegou que Gusttavo Lima não tomou as medidas necessárias para suas ações publicitárias (como avisar que são produtos para maiores de 18 anos e que devem ser consumidos com moderação) e estimulou “consumo irresponsável”, ao promover “repetida ingestão de cerveja”. O artista chegou a dizer que não faria mais lives “para ser censurado”, mas seguiu apostando no formato nos meses seguintes.

Vale destacar que Bruno e Marrone também estavam entre os artistas notificados pelo Conar no mês de abril. Os cantores foram julgados pela mesma razão de Gusttavo Lima: propaganda irregular de uma marca de cerveja. Na decisão, que rendeu uma advertência à dupla, a relatora apontou que a fabricante da bebida, que foi absolvida, orientou os cantores sobre as regras, mas que a produção deles optou por não seguir as recomendações.

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Igor Miranda é jornalista que escreve sobre música desde 2007 e com experiência na área cultural/musical.

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