Foto: Divulgação

A morte de Janis Joplin: do local da tragédia às polêmicas sobre a causa

Uma das grandes vozes do rock, Janis Joplin teve um fim precoce e trágico. A cantora se consagrou no festival de Woodstock, em 1969, e estava no auge quando foi encontrada morta cerca de um ano depois.

Era 4 de outubro de 1970 e a cantora, famosa por canções como ‘Summertime’ e ‘Piece Of My Heart’, estava hospedada no Landmark Motor Hotel, em Los Angeles, na Califórnia (Estados Unidos), quando teve uma overdose acidental de heroína associada a um excessivo consumo de álcool e não resistiu.

Por conta da idade, Janis Joplin tornou-se mais uma integrante do conhecido Clube dos 27, que reúne nomes famosos da música, como Amy Winehouse e Kurt Cobain, que morreram aos 27 anos.

Últimas horas antes da morte de Janis Joplin

Janis foi encontrada com os lábios cheios de sangue e o nariz quebrado. Nas mãos, ela tinha cerca de US$ 4,50. E esses fatos deram origem a diferentes versões no noticiário mais afobado da época.

Nas primeiras horas após a morte da cantora, a imprensa dizia que ela teria sido assassinada por um indivíduo ciumento, morta por traficante, cometido suicídio por conta de algum relacionamento ou por se achar esquecida. A verdade era bem diferente.

O primeiro relatório do legista Thomas Noguchi, que ficou responsável pelo laudo da morte, deu força aos boatos, já que não explicava quase nada sobre o misterioso fim de Janis Joplin. Dois dias depois da morte, ele atestou que, de fato, a artista tinha injetado heroína no braço esquerdo horas antes de morrer.

A lesão no nariz ficou constatada como consequência da queda dela ao sofrer a overdose e cair de rosto no chão. Quando ao dinheiro que ela segurava, nenhuma razão 100% convincente pôde explicar.

O quarto de hotel

Foto: Reprodução/Atlasobscura

Antigamente chamado Landmark Motor Hotel, o estabelecimento mudou de nome e tornou-se Highland Gardens Hotel e tem à disposição aos hóspedes o quarto onde a cantora morreu.

Apesar de parecer uma proposta mórbida à primeira vista, o cômodo amplo e com banheiro privativo tornou-se um ambiente de homenagem à cantora, com direito a um quadro em uma parede cheia de mensagens e desenhos de fãs que passaram pelo local.

Depoimento de Peggy Caserta

Em 2018, Peggy Caserta, que foi amante de Janis Joplin, falou à revista ‘Vulture’ sobre ter visto a cantora morta no hotel e qual acredita que tenha sido a verdadeira causa da morte dela.

“Eu não queria entrar no quarto dela porque não queria vê-la morta. Mas um policial queria falar comigo e então olhei dentro do quarto. Havia duas camas à esquerda e eu não consegui ver nada além do pé dela, saindo pelo final de uma das camas”, relembrou.

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Para Peggy, inclusive, nunca houve overdose, mas sim outro tipo de acidente. “Ela estava caída no chão, toda esticada, e não é isso que acontece quando você é vítima de uma overdose. Você não fica em pé e depois cai reta no chão”, relembrou.

“Eu acho que o pequeno salto ficou preso, e ela tropeçou, e caiu para a frente”, acrescenta. “Depois ela bateu a cabeça na mesa de cabeceira e quebrou o nariz, e isso fez o sangue se retrair em sua garganta e a deixou sem ar. Tenho certeza do fato de que ela tinha heroína e outras coisas no corpo que acabaram não ajudando. Talvez se ela não estivesse drogada ou usado alguma coisa, ela poderia ter resistido. Mas ela tropeçou e caiu. Eu tenho certeza disso”, conclui a hipótese para a qual não apresentou qualquer prova.

Viagem ao Brasil

Meses antes de morrer, Janis Joplin veio ao Brasil. Foi o ano que ela foi expulsa por nadar pelada no Copacabana Palace, fez topless na praia da Macumba, no Rio, e tirou foto com o Rei Momo do Carnaval daquele ano.

Em entrevista ao jornal ‘O Globo’, ela declarou: “Vosso carnaval só dura quatro dias e vocês deveriam ser alegres o ano todo”. Também durante essa viagem a cantora teve o suposto romance com Serguei.

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